Publicado em 12/08/2011

Sensoriamento Remoto como Recurso Didático

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O Sensoriamento Remoto é o conjunto de atividades, que permite a obtenção de informações dos objetos que compõem a superfície terrestre sem a necessidade de contato direto com a mesma.


O Sensoriamento Remoto é o conjunto de atividades, que permite a obtenção de informações dos objetos que compõem a superfície terrestre sem a necessidade de contato direto com a mesma, gerando imagens e outros tipos de dados, por meio da captação e do registro de energia refletida ou emitida pela superfície.

Satélite Artificial - Disponível em:  http://www.correiodemocratico.com.br/wp-content/uploads/2010/12/satelite.jpg.

As atividades para geração de imagens e outros tipos de dados, envolvem a detecção, aquisição e análise (interpretação e extração de informações) da energia eletromagnética (ou radiação eletromagnética) emitida ou refletida pelos objetos terrestres e registradas por sensores remotos.

Os sensores remotos são os dispositivos capazes de detectar a radiação eletromagnética (em determinadas faixas do espectro eletromagnético) proveniente de algum objeto. Eles podem ser de diferentes tipos (imageadores ou não imageadores) e possuírem diferentes qualidades. A qualidade refere-se, via de regra, a sua capacidade de obter medidas detalhadas da energia eletromagnética, de acordo com sua resolução espacial, espectral e radiométrica.

A resolução espacial refere-se a capacidade do sensor distinguir objetos na superfície terrestre, ou seja, o tamanho do menor elemento da superfície individualizado pelo sensor. Essa resolução depende, principalmente, do detector e da altura do posicionamento do sensor em relação ao objeto. Para um dado nível de posicionamento do sensor, quanto menor for a resolução geométrica deste maior será o grau de distinção entre objetos próximos. Por exemplo, o sistema sensor do Landsat-7 possui uma resolução espacial de 30 metros gerando imagens como a da figura a seguir; a partir do lançamento do satélite estadunidense Ikonos-2 em 1999, foi possível obter imagens de alta resolução, de cerca de 1 metro.

Imagem da área urbana de Guarulhos, tomada com resolução espacial de 30 metros pelos sensores a bordo do Landsta-7

Nas imagens de satélites ou fotografias aéreas de alta resolução espacial, em torno de 1 metro, podem-se identificar as árvores de uma lavoura de laranja, as casas e edifícios de uma cidade ou os aviões estacionados em um aeroporto, enquanto, em uma imagem com resolução espacial de 30 metros, serão identificados a lavoura, a mancha urbana relativa à área ocupada pela cidade e a pista do aeroporto.

Apesar de cada vez mais frequentes nos meios de comunicação visual (jornais, revistas, telejornais, programas televisivos etc.), em atlas, em livros e em eventos relacionados ao planejamento ambiental e urbano, à agropecuária e à educação, as imagens de satélites são ainda pouco exploradas como recurso didático em todas as etapas do ensino.

Imagem do Aeroporto Internacional de Guarulhos, tomada com resolução de 1 metro.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB e os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs reforçam a importância do uso de novas tecnologias, como a do sensoriamento remoto, como recurso educacional. As imagens adquiridas pelos sensores remotos destacam-se por causa da possibilidade de se extraírem informações multidisciplinares, uma vez que dados contidos em uma única imagem podem ser utilizados para multifinalidades.

No caso do ensino de Geografia, a partir da análise e interpretação dessas imagens podem ser trabalhados os seguintes conceitos: o espaço geográfico, o lugar, a localização, a interação homem-meio, a região, a paisagem e o território, além de abrir a possibilidade de realizar o trabalho em diferentes escalas, indo da visão do planeta Terra à visão de um continente, de um Estado, de uma região ou de um lugar.

No que diz respeito aos aspectos físicos, por meio das imagens, identifica-se elementos como as serras, as montanhas, as planícies, os planaltos, os rios, as bacias hidrográficas, a vegetação, as áreas agricultáveis, as industriais, as cidades etc.

Outra característica das imagens de satélites imprescindível para o ensino de Geografia é a abrangência espacial e temporal dos dados dos sensores remotos, que possibilitam uma visão de conjunto das paisagens em tempos diferentes, simultâneos e sequenciais. Isso permite identificar e relacionar elementos naturais e socioeconômico, que podem revelar a dinâmica do processo de construção do espaço geográfico, servindo, portanto, como subsídio à compreensão das relações entre os homens e suas consequências no uso e na ocupação dos espaços e nas implicações com a natureza, mostrando, por exemplo, as relações entre o crescimento desordenado das cidades e a presença de rios/córregos poluídos.

O avanço e o desenvolvimento das tecnologias do sensoriamento remoto tornam possível "(re)conhecer a Terra, por meio da coleta de diferentes dados e da aquisição de imagens da sua superfície". Logo, sua importância tecnológica, para o mundo moderno, deve ser conhecida por toda a sociedade, pois promove a qualificação no desempenho dos agentes sociais, e pode ser utilizada na melhoria das condições de vida, justificando o compromisso de divulgar ciência.

Dentre as várias possibilidades de se trabalhar com imagens de satélites de alta resolução em aulas de Geografia e outras áreas, destaca-se o uso do GoogleEarth. As imagens de satélites são produtos caros, entretanto, esse programa possibilita a visualização de imagens de alta resolução gratuitamente, bastando o cidadão possuir um computador e acesso à internet. Além disso, as imagens que até há algum tempo eram vistas em apenas duas dimensões (2D), já podem ser vistas em três dimensões (3D).

Espera-se, portanto, que o uso da tecnologia dos sensores remotos tornem as aulas de Geografia mais atrativas, interativas e dinâmicas, e que os professores façam uso das imagens de sensores remotos em suas aulas.

> Leia mais - Sistema de Informações Geográficas como Recurso Didático




Comentários:




07 de Dezembro de 2011 08:18Mauro César disse:

Prezados parabéns por disponibilizar informações como estas sobre geotecnologias educacionais porém, penso ser bastante importante reciclar os educadores nestas atividades qualificando-os par repassarem estas informações!

Um abraço e continuem nesta linha.

www.noas.com.br/artigos/geotecnologia/sensoriamento-remoto-como-recurso-didatico