Avanços significativos vêm ocorrendo na cartografia depois da introdução do computador e da informatização (ou automatização) do modo de se produzir mapas. A cartografia digital (ou automatizada) apoia-se na computação, em particular no processamento gráfico, e tem a finalidade de produzir representações digitais da realidade geográfica, que sejam precisas e atualizáveis, tornando a elaboração de mapas mais dinâmica e interativa.
Os sistemas de cartografia automatizada envolvem o sensoriamento remoto para captura de dados, e os sistemas de informações geográficas para o armazenamento, a atualização e a exibição da informação territorial cartografada.
A vantagem principal da cartografia digital em relação à cartografia convencional é a produção de mapas e cartas atualizados, impressos segundo às necessidades verificadas, evitando cópias de mapas desatualizados e, consequentemente, inutlizados, haja vista a velocidade das transformações espaciais ocorridas atualmente.
Outra vantagem comparativa dos dados cartográficos digitais em relação aos convencionais está na disponibilização digital. Atualmente, os produtos cartográficos podem facilmente serem encontrados na internet ou em outros recursos de multimídia. Essa característica estabelece uma interação entre o usuário e o mapa, fazendo desse instrumento um eficiente recurso didático pedagógico.
Na internet, existem diversos mapas interativos disponibilizados por alguns órgãos públicos ou instituições privadas. O mais conhecido deles é o Google Maps. Nele, os usuários podem traçar rotas tanto dentro de uma cidade, quanto entre uma cidade e outra; podem criar mapas com lugares destacados para cada tipo de usuário; salvar esses lugares; e visualizar imagens de satélites de alta resolução. Entretanto, os usuários não podem realizar nenhuma análise espacial simples no Google Maps.
Por outro lado, existem diversos mapas interativos que possibilitam aos usuários realizarem análises espaciais simples, e que servem como ferramentas de interação usuário - mapa. Alguns sites de órgãos oficiais brasileiros como o do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (www.ibge.gov.br), do Ministério do Meio Ambiente - MMA (www.mma.gov.br) e da Agência Nacional de Águas - ANA (www.ana.gov.br) posseum mapas interativos, que permitem aos usuários realizarem diversas funções como: adicionar ou remover camadas; modificar a escala do mapa manualmente; identificar informações; realizar consultas; localizar objetos; fazer medições de distâncias; criar áreas de influência; localizar pontos, linhas ou polígonos; selecionar camadas; e até mesmo imprimir os mapas produzidos. A imagem a seguir demonstra um exemplo de mapa interativo encontrado no sítio do IBGE. Outros exemplos de mapas interativos podem ser encontrados no sítio www.arcgis.com. Nesses sítios, os usuários realizam interações com os mapas, podendo ser um imporante recurso didático-pedagógico.

Via de regra, esses sites, voltados para a produção e divulgação de mapas digitais são criados e destinados para usuários que já possuem alguma habilidade e conhecimentos prévios sobre Sistemas de Informações Geográficas. Porém, nada impede que um usuário comum entre e aprenda a manipular esses mapas interativos.
Almeja-se, portanto, que a funcionalidade dos mapas digitais, como já mencionado anteriormente, estabeleça uma interação entre usuário e mapa, tornando-os cada vez mais atrativos e dinâmicos, permitindo ser uma ferramenta muito importante no processo ensino-aprendizagem.